Mato Grosso do Sul registrou três semanas seguidas de alta nos registros de casos de dengue, após uma breve baixa no fim de março. Segundo o boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), foram anotados 610, 826 e 669 casos prováveis neste ano, em comparação a 498, 677 e 607 casos nas semanas epidemiológicas 13, 14 e 15 do ano passado.
Também houve uma piora na incidência da doença em relação aos 79 municípios sul-mato-grossenses no período de uma semana. Segundo o boletim, eram 15 (18,98%) cidades com alta incidência – acima de 300 casos por 100 mil habitantes- e subiu para 19 (24,05%). Além disso, reduziu pela metade – de 6 para 3 – as cidades que não haviam nenhuma notificação de dengue.
De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil houve um aumento de 95% de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2021. Mato Grosso do Sul ocupa a 10ª posição no ranking nacional entre os estados com maior incidência de casos prováveis de dengue, conforme dados da SES.
Ainda não chegou ao quinto mês do ano e o estado já atingiu metade dos casos prováveis de dengue – 5.032 – em comparação a todo ano de 2021, que registrou 10.099 notificações. Das confirmações, 72,6% foram por meio de exame laboratorial e o restante (27,4%) por avaliação clínica.
A combinação de altas temperaturas e grandes volumes de chuva é perfeita para a infestação do mosquito e apesar do calor estar mais ameno nos últimos dias, o aumento de casos no país chama a atenção. Mesmo o inverno sendo uma estação mais seca no estado, os cuidados para manter o mosquito longe são necessários neste momento e precisam ser reforçados. O principal cuidado para isso é não deixar água parada.
O infectologista Maurício Pompilio explica que nos primeiros meses do ano foram aplicadas as medidas de prevenção a doenças respiratórias devido à Covid-19, como a higienização das mãos, o uso de máscaras, mas as ações de controle do vetor, não foram tão eficazes. “Com isso, os cuidados nas residências ou locais propícios para a proliferação do Aedes aegypti ficaram mais esquecidos gerando aumento de casos de dengue”, afirmou o infectologista.
Outro cuidado é ficar atento a alguns sintomas. “Se o paciente apresentar sinais de alarme, como dor abdominal, vômitos, queda de pressão, sensação de desmaio, qualquer forma de sangramento ou tenha comorbidades, é preciso procurar atendimento médico, para que o especialista prescreva tratamento adequado”, explicou o médico.