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'Opera MS': Governo de MS destina R$ 45 milhões para cirurgias eletivas

'Opera MS': Governo de MS destina R$ 45 milhões para cirurgias eletivas

27/04/2022 às 10h21 Atualizada em 27/04/2022 às 14h21
Por: Viviane Freitas
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O Estado de Mato Grosso do Sul autorizou a realização de novas adesões ao antigo Programa Estadual Caravana da saúde, agora, Cirurgias Eletivas, do projeto “Opera MS”.

O aditivo equivalente a R$ 45 milhões busca ampliar o número de procedimentos realizados no Estado e diminuir as filas de espera.

A medida foi publicada nesta terça-feira (26), no Diário Oficial do Estado. Em Campo Grande, a espera por procedimentos cirúrgicos afeta 6 mil pessoas. Algumas aguardam desde 2020 para convocação dos exames iniciais.

O número é o triplo da quantidade de operações oferecidas por mês na Capital, que soma R$ 2,3 mil, quantia incapaz de suprir demanda local.

Conforme a Secretária Municipal de Saúde (SESAU), o incremento não fará impacto imediato na fila de espera em Campo Grande, uma vez que, os hospitais são responsáveis por credenciar o serviço. Entretanto, ainda é preciso mensurar o efeito.

“Esse recurso é importante porque pode ampliar a oferta, em relação ao financiamento. Os reflexos vão depender da oferta de serviço por parte dos hospitais”, pontua a pasta.

As cirurgias eletivas são operações são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o cadastramento de pacientes, feito através dos hospitais particulares e públicos.

O incremento está desvinculado das metas já estabelecidas anteriormente pela Secretaria de Saúde do Estado (SES).

A resolução recorre ao modelo bem-sucedido, oferecido pela Caravana da Saúde em anos anteriores, de mutirões e atendimentos eventuais.

As intervenções médicas poderão ser feitas no período de maio a outubro de 2022.

De acordo com a SES, a primeira edição do programa foi acometida pelo cenário pandêmico, que afetou não somente durante, como após. A Secretaria ressalta que o problema causou impacto até na quantidade de insumos e medicamentos disponíveis.

“ Por conta disso, alguns municípios que haviam aderido anteriormente ao programa não estão conseguindo cumprir suas agendas.”, acrescenta.

Ainda conforme o órgão, o objetivo da resolução é atuar sobre as filas de espera de todo Estado, em procedimentos específicos, considerados as maiores demandas das filas.” conclui.

O documento frisa que caberá às Secretária Municipais de Saúde, junto aos hospitais contratados pelo SUS, a responsabilidade da adesão, junto a apresentação de propostas e quantidade de solicitações.

As informações poderão ser enviadas a SES para provação a partir desta quarta-feira (27) até 03 de maio.

Os hospitais terão até dia 1º de junho para disponibilizar agendas para realização dos procedimentos cirúrgicos.

Os estabelecimentos que não cumprirem com o pedido terão a adesão cancelada e será automaticamente excluído do Programa Opera Ms.

Cirurgias mais caras oferecidas pelo Opera Ms:

Procedimentos oculares aparecem entre as operações mais caras na lista disponibilizada no Diário Oficial do Estado. Entre as mais custosas estão: Vitrectomia Posterior com Infusão de Perfluocarbono/Óleo de Silicone/Endolaser corresponde a R$ 8.208,53.

No âmbito de próteses, uma das mais caras são as de quadril, Artroplastia de Revisão ou Reconstrução, que custa o equivalente a R$ 30.516,28, já incluso valor operatório. Apenas a prótese corresponde a R$ 20.443,06.

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