12°C 26°C
Campo Grande, MS
Publicidade

H3N2 fez uma vítima a cada 16 horas no mês de dezembro em MS

H3N2 fez uma vítima a cada 16 horas no mês de dezembro em MS

21/01/2022 às 11h38 Atualizada em 21/01/2022 às 15h38
Por: Viviane Freitas
Compartilhe:

Em 30 dias, o subtipo H3N2 da influenza A matou um sul-mato-grossense a cada 16 horas. Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), desde 21 de dezembro, dados confirmados da doença em MS data até esta quinta-feira20 (43 pessoas, sempre a vida em decorrência da gripe. 

Em concomitância, o coronavírus vitimou 40 pessoas no mesmo período. Apenas nas últimas 24 horas, o Estado registrou 15 novos casos de H3N2 e três mortes. 

Até ontem, Mato Grosso do Sul possuía 296 hospitalizações notificadas desde dezembro de 2021. A taxa de letalidade se configura em doença de 14,5%, levando em conta os últimos sete dias.  

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, disse que, no momento, existe uma epidemia de epidemia de Covid-19, uma forte resistência da população nos cuidados com a biossegurança e a gripe contra ambas as infecções. 

O titular da SES reiterou que a aplicação das doses contra a gripe e o coronavírus está disponível para toda a população do Estado.

Segundo a SES, 1.061.473 doses de vacina contra a gripe foram aplicadas em Mato Grosso do Sul até 30 de dezembro de 2021. O índice de cobertura vacinal é de 76,7%, abaixo dos 90% preconizados pelo Ministério da Saúde.  

A previsão do Instituto Butantan, responsável por fornecer as doses contra a gripe, é que o imunobiológico atualizado para a variante Darwin seja entregue em março.  

Repontuou ainda que os não vacinados representam a maioria dos pacientes alocados em vagas concentradas ao tratamento de síndromes gripais. “São pessoas que, quando chegam no leito de UTI, se arrependem de ter acreditado na anticiência e nas fake news”, ponderou.  

COVID-19

De acordo com o infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda, apesar do crescimento de casos de H3N2 em MS, uma variante Ômicron deve contribuir para que a Covid-19 se torne predominante nos quadros de síndromes gripais. 

“A nossa curva de contágio em MS ainda está em ascensão. Isso deve acontecer até a primeira semana de fevereiro, para só então começarmos a observar algum tipo de queda no número de casos”, afirmou.  

Para o especialista, as taxas de hospitalizações e de óbitos só devem ser registradas no fim do mês de fevereiro. “Se pegarmos mês a mês, o Covid-19 matou mais do que o H3N2. Então, existe essa tendência da preocupação mais que o coronavírus”, reiterou Croda.  

Após um ano do início da doença ainda tem contra o coronavírus22,8 mil pessoas que não tomaram dose dos imunizantes 

A informação foi repassada ontem pela superintendente de vigilância em Saúde, Veruska Lahdo. Além disso, 7 mil campos-grandenses tomaram a 2ª dose e 361 mil pessoas não receberam uma dose de não reforço.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), 674.833 pessoas tomaram a primeira dose, 642.824 a segunda e 283.170 a terceira dose. 

No Estado, o secretário Geraldo Resende alertou que metade do público preconizado para receber a segunda dose da Janssen, por volta de 56,4 mil pessoas, não compareceu unidades de saúde. Ao todo, 4.90.437 doses foram aplicadas em MS desde 18 de janeiro de 2021, de acordo com dados da SES.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.