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De novo, só em 2040: cinco planetas estão alinhados no céu e podem ser vistos a olho nu

De novo, só em 2040: cinco planetas estão alinhados no céu e podem ser vistos a olho nu

24/06/2022 às 10h56 Atualizada em 24/06/2022 às 14h56
Por: Viviane Freitas
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O amanhecer desta sexta-feira (24), o céu registrou um encontro digno de levantar da cama antes do amanhecer. Não é para menos: o fenômeno, que é considerado raro, acontecerá de novo somente em 2040. Trata-se do alinhamento no céu de cinco planetas do Sistema Solar, que pode ser visto a olho nu, em locais onde as condições climáticas permitirem. O fenômeno acontece até segunda-feira (27).

Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno estarão juntos no céu, ainda, com Lua, que no alinhamento estará entre Vênus e Marte. De acordo com o professor Carlos Fernando Jung, diretor da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon) na região sul e proprietário do Observatório Heller & Jung, a ordem de visualização é Saturno, Júpiter, Marte, Vênus e Mercúrio, e a visualização mais difícil é a de Mercúrio.

 — Na verdade será um alinhamento de sete planetas, pois Netuno e Urano também se juntarão a este alinhamento. Mas estes dois planetas são muito pequenos e infelizmente não poderão ser vistos — explica Jung.

De acordo com o especialista, o alinhamento ocorre quando os planetas se alinham em fileira em um dos lados do Sol ao mesmo tempo. A luz solar ilumina os planetas, tornando-os visíveis. O fenômeno não é simples: exige, ainda, que as órbitas dos planetas e da Lua estejam favoráveis para receber esta iluminação do Sol.

Lua 'passeia' entre os planetas

A lua servirá com um guia para o espetáculo, posando com um planeta diferente a cada dia. No dia 17, quando tudo começou, foi a vez de Saturno em 17 de junho. No dia 20, ela se emparelhou com Netuno.

Em 21 de junho, a lua ficou alinhada com Júpiter e, em 22 de junho, com Marte. Em nesta sexta, ela fica próxima de Urano. No domingo, o satélite natural se encontrará com Vênus, e finalmente encerrará suas conjunções com Mercúrio, na segunda.

De acordo com o diretor técnico da Bramon (Rede Brasileira de Observação de Meteoros, Marcelo Zurita, os planetas parecem “alinhados” no céu porque orbitam o Sol no mesmo plano da eclíptica, uma linha imaginária que define também o caminho aparente que é percorrido pela Terra ao redor da estrela.

 

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