Dos 85 anos vividos, 77 deles foram passados na mesma casa, no encontro das ruas Paissandu e Engenheiro Roberto Mange, no Bairro Amambaí, em Campo Grande. E foi lá, na “velha casinha” que Delinha se despediu dessa vida.
Delinha estaria orgulhosa. A “Velha Casinha” continua em pé, firme, do mesmo jeitinho que ela deixou, abrigando a “quarta geração” da família, um desejo da artista, que faleceu neste mês em Campo Grande, e eternizado nos versos de uma de suas canções mais famosas.
“A velha casinha é um pedacinho da minha mãe, da história dela, que na música ela fala ‘a casinha dos meus oitos anos, de alegrias e desenganos, você não pode acabar e terá que abrigar a quarta geração’”, diz, cantarolando, o guardião deste legado, o filho único de Delinha, o também músico, João Paulo Pompeu, 53 anos.
Curioso ou não, Delinha mudou a versão da música no show que virou DVD “Delinha Sinfônico”, em 2015. O que era terceira geração nos versos originais, contemplando apenas João Paulo, virou quarta, para abrigar o neto único, que passa várias horas do dia na casa da família.