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Bullying cresce nas escolas de MS e envolve aparência, roupas e até sotaque

Levantamento aponta alta frequência de humilhações entre estudantes e coloca estado entre os destaques negativos do país

06/04/2026 às 11h10 Atualizada em 06/04/2026 às 16h49
Por: João Paulo Ferreira
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Mato Grosso do Sul está entre os estados com maior frequência de estudantes que admitem praticar bullying, segundo a PeNSE 2024
Mato Grosso do Sul está entre os estados com maior frequência de estudantes que admitem praticar bullying, segundo a PeNSE 2024

O bullying tem ganhado espaço no ambiente escolar em Mato Grosso do Sul e aparece com frequência entre estudantes de 13 a 17 anos. Levantamento da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 mostra que o estado está entre os que mais registram práticas de humilhação entre alunos no país.

Os dados indicam que estudantes sul-mato-grossenses praticam bullying com mais frequência do que a média nacional, com destaque para situações envolvendo aparência física, roupas, sapatos, mochila e até o jeito de falar.

Entre os motivos apontados para humilhação, a aparência do corpo aparece com força. Em Mato Grosso do Sul, 21,3% dos estudantes que admitiram ter humilhado colegas disseram que o motivo foi a aparência, percentual acima da média nacional.

Outro destaque é a humilhação relacionada a condições pessoais. O estado também aparece em primeiro lugar no país quando o motivo envolve deficiência, citado por 12,3% dos estudantes que relataram esse tipo de comportamento.

Na capital, Campo Grande, os dados também chamam atenção. A cidade registra o maior percentual entre as capitais em casos de humilhação motivados por roupas, calçados ou material escolar, com 20,1%.

Além disso, Campo Grande aparece entre os maiores índices quando o motivo da humilhação é o sotaque ou a forma de falar, com 19,2%.

O levantamento também mostra que o problema não se limita a quem sofre, mas também a quem pratica. Mato Grosso do Sul está entre os estados com maior proporção de estudantes que admitiram ter humilhado colegas mais de uma vez recentemente.

Apesar disso, parte dos indicadores de convivência escolar apresenta resultados positivos. Em Campo Grande, 68,1% dos estudantes afirmaram que os colegas costumam ser prestativos ou tratá-los bem na maior parte do tempo, acima da média nacional.

A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e reúne dados de escolas públicas e privadas de todo o país, sendo uma das principais bases para análise do comportamento e das condições de vida de adolescentes.

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