
A Prefeitura de Campo Grande já começou a discutir um novo modelo para o transporte coletivo e pretende exigir que todos os ônibus da Capital tenham ar-condicionado em uma futura licitação. A proposta é estudada durante a intervenção no Consórcio Guaicurus, iniciada nesta semana e prevista para durar até 180 dias.
A informação foi confirmada pelo diretor-presidente da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos), Paulo da Silva. Segundo ele, a ideia é iniciar imediatamente os estudos técnicos para que uma eventual nova concorrência esteja pronta caso a prefeita Adriane Lopes (PP) decida pela caducidade do contrato atual.
Além da climatização total da frota, o novo modelo também prevê a substituição gradual da matriz energética, com a adoção de ônibus movidos a gás e biogás. A proposta, no entanto, ainda depende das conclusões da intervenção e de uma decisão da administração municipal.
Atualmente, a equipe nomeada pela Prefeitura faz um levantamento da situação operacional, financeira e administrativa do Consórcio Guaicurus. Relatórios semanais devem ser divulgados para acompanhar os trabalhos.
Ao fim dos seis meses de intervenção, a Prefeitura terá dois caminhos: devolver a operação ao consórcio, impondo correções e exigências, ou decretar a caducidade da concessão e abrir uma nova licitação.
A discussão ocorre em meio às críticas sobre a qualidade do serviço e ao envelhecimento da frota. Em janeiro, a própria Agereg apontou que 197 ônibus deverão ultrapassar a idade máxima permitida em contrato ao longo de 2026.