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Receita Federal estima apreensão recorde de até 50 toneladas de cocaína em 8 caminhões

Carga escondida em madeira pode representar a maior apreensão da história do Brasil, segundo estimativa preliminar

22/06/2026 às 09h12
Por: João Paulo Ferreira
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Receita Federal estima que carga transportada em oito caminhões de madeira possa esconder até 50 toneladas de cocaína, em operação que pode entrar para a história do país
Receita Federal estima que carga transportada em oito caminhões de madeira possa esconder até 50 toneladas de cocaína, em operação que pode entrar para a história do país

A Receita Federal e a Polícia Federal divulgaram neste domingo (21) detalhes da Operação Timber Shield, que identificou uma carga de cocaína escondida em oito caminhões carregados com madeira. A ação envolveu órgãos brasileiros e internacionais e teve participação de estruturas de Mato Grosso do Sul, estado que concentra uma das principais rotas de entrada da droga produzida na Bolívia. Pelas estimativas preliminares, as cargas podem conter entre 20 e 50 toneladas de cocaína, volume que, se confirmado pela perícia, representará a maior apreensão da história do Brasil. A investigação é resultado de um trabalho conjunto de inteligência voltado ao combate ao tráfico internacional.

Segundo a Receita Federal, cerca de 260 toneladas de madeira apresentaram indícios de contaminação por cocaína. O material foi retido e encaminhado para análise da Polícia Federal, responsável por confirmar a quantidade exata do entorpecente e dar continuidade às investigações.

A operação reuniu a Receita Federal, a Polícia Federal, o Exército Brasileiro, a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA), a Aduana Nacional da Bolívia, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) de Mato Grosso e as polícias técnico-científicas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O compartilhamento de informações permitiu identificar o esquema de transporte e ocultação da droga.

Parte das investigações se concentrou nas rotas utilizadas pelo narcotráfico entre a Bolívia e o Brasil. Nesse contexto, Mato Grosso do Sul aparece como uma área estratégica, especialmente pela fronteira em Corumbá, considerada um dos principais corredores de entrada da cocaína no país.

De acordo com a Receita Federal, a droga estava impregnada na madeira, método usado por organizações criminosas para dificultar a identificação da carga e permitir a posterior extração em laboratórios clandestinos. A quantidade definitiva ainda depende dos resultados periciais.

Caso a estimativa seja confirmada, a operação poderá entrar para a história como a maior apreensão de cocaína já registrada no Brasil e uma das maiores do mundo.

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